sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sagrado

Certa vez, uma aluna minha viu um adepto de uma certa seita (não desejo revelar qual é), vendendo uma belíssima canga da Índia. Quis comprá-la. Perguntou-lhe o preço. Enquanto abria a bolsa para pegar o dinheiro, ela lhe disse:

- Que beleza, vou à praia com ela.

O adepto imediatamente lhe retrucou:

- Sinto muito, mas não vou mais vender essa canga para a senhora, porque essa canga é sagrada. Não foi feita para ser usada na praia.
Minha aluna, muito espantada, mas sem querer discutir com ele, deixou pra lá e foi embora sem a canga.

Minha opinião sobre assunto:
Sagrado é o que nós fazemos ser sagrado. Para o adepto, a canga era sagrada, mas para a aluna, a canga era linda e seria usada para ir à praia.

Pergunto: A natureza inteira não foi feita por Deus? Então a natureza também é sagrada!

Quando canto o mantra Om, para mim ele é sagrado, porque simboliza a manifestação de Deus na matéria. Mas para quem não conhece o Om, ou para uma criança que nunca tivesse aprendido sobre ele, o Om seria sagrado? Não.

O nosso querer, a filosofia que seguimos ou religião, conceitua o que é sagrado.
Para um budista a estátua de Buda é sagrada. Para um protestante, não é. A imagem de São Francisco de Assis é sagrada para os católicos, mas não é para um xintoísta ou um maometano.

Conclusão:
O mais importante disso tudo, é o respeito pelo pensamento e pela maneira de ser de cada um e de cada escola filosófica ou religiosa.

Namastê.
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