quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Oi, gente, essa sou eu com um bebezinho no colo.
Há algum tempo atrás, fui visitar um jardim botânico de ervas medicinais em Teresópolis. Havia ali uma criação de cabras. Vi muitas cabras e poucos bodes, que eram minoria, por serem apenas reprodutores. Os bodes eram grandes e tinham barba. Dois eram escuros; e dois, brancos. Antes de sair do local, um funcionário me perguntou se eu queria segurar um bodinho, já que eu estava encantada com aqueles pequeninos. Segurei o cabritinho cheia de amor. Sem demora, o funcionário me perguntou se eu não queria comprar o animalzinho. Ele me venderia por apenas R$10,00. Muito surpresa, respondi que querer eu queria, mas onde colocaria um cabrito que viraria um imenso bode? Ele destruiria todo o jardim da minha casa, e eu não possuo nenhum sítio. Aí, o homem malvado. Malvado sim! Sabem o que ele me disse? Que, se eu não comprasse o cabrito, ele iria para abate. As cabras davam leite e seus derivados, como queijos, iogurte... Mas os cabritinhos que não fossem reprodutores precisariam ser comidos. O pior, lá havia um restaurante que servia cabrito.
Só não xinguei esse homem, devido a minha educação. Ele poderia ter me poupado da tristeza que fiquei depois de ter visto e segurado aquele animalzinho tão lindo e indefeso.
O que vocês fariam se estivessem na minha situação? Que coisa!

Por causa disso, vou contar uma lenda do Yoga tibetano que mostra a crença dos yogues na reencarnação, na possibilidade de havermos sido outros animais e corrermos o risco de involuir no colégio da vida terrena.

Um monge preparava-se para sacrificar um bode em oferenda aos deuses. De repente, o bode começou a rir. Estranhando aquilo, o monge perguntou:
– Bode, por que você está rindo, se eu estou prestes a matá-lo?
– Sabe por que estou rindo, ó monge? – o bode respondeu com entremeios de risada.
O monge continuou a olhar com espanto e interrogação para ele. O bode continuou:
– Porque esta é a minha última encarnação neste plano como bode, na próxima virei como ser humano.
Então, o monge disse:
– Ora, bode, se você sabe qual será a sua próxima encarnação, logo deve saber qual foi a sua última antes de ser bode, não?
– Posso, sim – o bode respondeu.
– E qual foi? – o monge quis saber, repleto de curiosidade.
– Por muitas encarnações seguidas, eu vim à Terra como bode, mas antes de ter sido bode, eu era um monge que tinha mania de sacrificar bode aos deuses.

(Essa lenda está escrita no meu livro: "Yoga, Sabedoria,Liberdade e Felicidade". Onde desenvolvemos o assunto com mais profundidade)
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